Os Anos Dourados de JK

Em meio a conflitos ideológicos totalmente desconcertantes e, mesmo após quase ser impedido de assumir o cargo de presidente da República, em 1955, Juscelino Kubitschek mostrou-se mais que apto para o cargo, após assumi-lo, principalmente em meio aos pesares. Tendo de manobrar com precisão cada baliza governamental, o sempre muito sorridente JK, soube conduzir notoriamente o país. Foi capaz de garantir não só estabilidade política, o que, na época era totalmente utópico, mas também social e internacional.
Juscelino foi a figura principal do nacional-desenvolvimentismo brasileiro, com seu Plano de Metas e o lema de campanha “50 anos em 5”, e sempre teve recepção calorosa em suas visitas a outros países, procurando seduzir outros governos a investirem no Brasil, durante o período Café Filho. JK visitou os Estados Unidos, em busca de capital estrangeiro e, posteriormente, formulando a Operação Pan-americana; a Alemanha, à procura de tecnologia a ser trazida para o Brasil, a fim de modernizar o país; buscou a bênção do Papa, no Vaticano.
JK fitou o investimento em rodovias, suas prediletas ao compará-las com as ferrovias, trouxe capital estrangeiro ao país e fundou a nova capital federal: Brasília. Apesar de ter sido estratégico a nova sede do governo, longe da concentração das massas, o que dificultaria protestos, mais de cem mil pessoas foram prestigiar a inauguração dos prédios monumentais e extremamente modernos, todos eufóricos com o filtro da modernização que o presidente submetia a nação. Foram mais de 20 mil quilômetros de rodovias interligando nossas proporções continentais. Ademais, incrementou a indústria automobilística como ninguém havia imaginado.
De fato, a modernização veio e empolgou as massas. Manifestações populares a favores do presidente foram inúmeras. JK ganhou até o apelido de Presidente Bossa Nova, por conta da bica desse estilo musical, um misto de jazz e samba, ter sido no período do seu governo. Música nova, cinema novo (trazendo atores Norte-americanos), bossa nova, horizontes novos. Juscelino Kubitschek foi o presidente exemplar, que atuou consciente das limitações dos seus poderes pela Constituição e dos riscos que seu cargo corria, por conta das forças opositoras. Seu mandato (1956-1961) foi garantido pelo Movimento de 11 de Novembro, fortemente patrocinada pelo ministro da Guerra, Henrique Teixeira Lott, necessária por conta das pressões militares conservadores e udenistas, que visavam impedir a posse de JK por não possuir a maioria absoluta dos votos, depondo, assim, o presidente golpista Carlos Luz. Esse episódio, conhecido como “golpe preventivo”, demonstrou que a democracia começaria a funcionar, em nosso país.
Documentário Os anos JK, na íntegra.

Absolvido o assassino de Eduardo Coutinho

Eduardo Coutinho, um dos mais renomados cineastas brasileiros, imponente documentarista da história do cinema brasileiro, teve sua carreira marcada pela obra “Cabra marcado para morrer” (1984), que entrou na lista dos cem melhores filmes brasileiros de todos os tempos, da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine).
Coutinho, tragicamente, deixou seus personagens para a história do cinema nacional, após a filmagem dessa memorável obra. Sua morte (dois de fevereiro de 2014), um pouco inesperada para alguns e previsível e, até mesmo evitável, para outros, comoveu seu público pelas circunstâncias:
Aos oitenta anos, Eduardo Coutinho foi morto em seu apartamento, na Zona Sul do Rio, por Daniel Coutinho (41), seu filho, que confessou o assassinato.
Daniel, que sofria de Transtorno Esquizotípico, esfaqueou seu pai e a mulher do cineasta, Maria das Dores Coutinho, que tinha sessenta e dois anos. Maria sobreviveu, após ficar internada em estado grave.
“Ocorre, entretanto, que o réu é inimputável, eis que portador de doença mental – Transtorno Esquizotípico -, uma vez que não era, ao tempo da ação, inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato, e era inteiramente incapaz de determinar-se de acordo com este entendimento, consoante concluiu a douta perícia no Exame de Insanidade Mental do Réu “, escreveu o juiz Fábio Uchôa Montenegro, que absolveu o réu Daniel de Oliveira Coutinho.

Vamos Jangar!

O vídeo a seguir apresenta um trecho da música de campanha de  João Goulart para as eleições de 1961, na qual foi eleito presidente da república após a renúncia de Jânio Quadros, no mesmo ano, apesar de ter sofrido um golpe em 1964. Antes disso, vice-presidente de Juscelino Kubitcheck de 1956 a 1961, eleito com mais votos do que o próprio presidente.
Jango, nascido em março de 1919, morreu de um suposto ataque cardíaco no município de Mercenes, do dia 6 de dezembro de 1976. A causa de sua morte é suspeita de assassinato por envenenamento, com responsabilidades da Operação Condor. “São fortes os indícios de que Jango foi assassinado de forma premeditada, com o conhecimento do governo Geisel” (Relato da comissão especial da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul: Julho de 2008). O que aumenta mais ainda a suspeita de assassinato premeditado é a incrível “coincidência” com a morte de JK em 22 de agosto de 1976, quatro meses antes. Como se não bastasse, no ano seguinte foi a vez de Carlos Lacerda (21 de maio de 1977): “O fato de três líderes da Frente Ampla terem morrido em datas próximas levantou uma teoria de que essas mortes pudessem estar relacionadas, o que nunca foi comprovado.”
Sem mais delongas, segue abaixo o trecho prometido da campanha de Jango, autoria de Miguel Gustavo, interpretação de César de Alencar, Jorge Veiga, Dircinha Batista, Luiz Vieira, Altamiro Carrilho e lançado em 1960:
[…]
“Aqui está César de Alencar!

— Amigos do Brasil, os maiores cartazes do rádio e da televisão também votarão nesta eleição. Aqui está o comandante Jorge Veiga!

Na hora de votar, eu vou jangar (eu vou jangar),
É Jango, é Jango, é o Jango Goulart
Pra vice-presidente, Jorge Veiga vai jangar
É Jango, é Jango, é o Jango Goulart

[…]”

Fontes:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Goulart#Morte
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Lacerda
https://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Condor#Jango.2C_JK_e_Lacerda
https://pt.wikipedia.org/wiki/J%C3%A2nio_Quadros
http://m.memorialdademocracia.com.br/ajax_audio_extra_item/1295

Presidente Bossa Nova

Durante o governo JK, ocorria um grande crescimento urbano e político, e em meio a esse crescimento surgia no Brasil um movimento cultural que iria inclusive contribuir para a projeção internacional da cultura brasileira: A Bossa Nova.

Com talentos como tom Jobim, Vinícius de Moraes entre outros, esse novo estilo musical teve sua origem ligada a grupos da classe média urbana carioca. As influências desse novo estilo foram  internas (chorinho e samba) e externas ( jazz norte – americano). O tema das músicas era o cotidiano das cidades.

Juca Chaves, em 1958 compôs uma canção celebrando o encontro entre a política de Juscelino Kubitschek e a política. Tal canção se chamava Presidente Bossa Nova.

Fonte : http://cinquentaemcinco.blogspot.com.br/2009/11/5-curiosidades.html

Convidado de honra

Em 1953, Getúlio Vargas foi convidado para coroação da rainha Elizabeth II. Seu presente foi um colar e um par de brincos que pesava 300 gramas, com 10 águas-marinhas de 120 quilates e 647 brilhantes.